Casapiano, uma questão de identidade

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A semana da leitura em Portugal, convidou-me a percorrer as filas mais intimas da minha biblioteca. Onde guardo os “meus livros”. Aqueles dos quais só alguns podem perceber as palavras. Aqueles dos quais só alguns podem rir das palavras. Aqueles livros dos quais só alguns conhecem a história e o sentido das palavras. Porque, comme escreveu Maria Helena Coelho, ser Casapiano, é uma questão de identidade.

Confesso que senti uma emoção particular quando acariciei os meus livros preferidos. Os Gansíadas, de Sequeira e Silva; o dicionário do calão casapiano, uma compilação de Eduardo dos Santos, Manuel Passetti et Fernando Cardote, publicada em 1976 e o Cancioneiro das Ganseas gentes, 1992, de Maria da Conceição B. Reis Tavares, ex-aluna dos colègios 28 de Maio e de Nossa Sra. da Conceição, e actualmente professora na reforma, a quem tive a cortesia de telefonar, para que me autorizasse a publicar o texto “Provincias de Portugal”.

Provincias de Portugal

Sou a provincia do Minho
O jardim de Portugal
Natureza, o carinho
Me fez linda sem igual

Eu de Trás-os Montes sou
A Natureza bravia
Num tromco me colocou
De serras e penedias

Sou o Douro cuja a fama
É o vinhedo fecundo
E o seu nome proclama
Sem rival em todo o Mundo
Foi numa minha cidade
Que a pétria seu nome herdou
E o sol da liberdade
Foi la também que raiou

A Beira-Alta sou eu.
Meus bons paios e presuntos
Só quem inda não os comeu
É que não pesca do assunto.

A Beira-Baixa singela
Sou eu no mapa escondida
A alta serra da Estrela
É minha grinalda querida

Sou o Alentejo a maior
Das provincias portuguesas,
Nenuma me é supérior
Em lezírias e devesas.

Sou o Algarve a derradeira
A minha folha se irmana
Com a folha da figueira,
E o cristal do Guadiana.

Todas vòs sois minhas filhas
E todas vós irmãs sois.
No amor não há partilhas
Sejamos unidas pois.
[Portugal]

Tuas filhas te saudamos
Com amor vivo e leal
E orgulhosas nós chamamos
Viva, viva Portugal
[Provincias]

A Estremadura a Rainha
Das procincias sou feliz!
É numa cidade minha
A capital do país.
Fazem a minha glória
Sintra, Batalha, Belém
Síntese de toda a história
Que a nossa Pátria tem.

 

À propos de dubleudansmesnuages

Je laisserai vagabonder mon esprit nomade, sur le fil d'or de mes silences, pour vous parler des ces choses qui me maintiennent en équilibre. Je vous parlerai aussi des musiques que j'aime. Elles se promènent du Fado d'Amália, de Dulce Pontes, de Cristina Branco, de Mariza, jusqu'aux voix frissonantes de Diana Krall, de Stacey Kent, de Chiara Civello, de Karrin Allyson, de Stina Nordenstam, de Robin McKelle, de Sophie Milman, d'Emilie-Claire Barlow, et d'encore plein d'autres … Aznavour, Brel, Duteil, Art Mengo, Berliner, Cabrel, Balavoine, Julien Clerc, Fugain, Le Forestier, Goldman, Lama, Rapsat, Vassiliu, Daniel Seff, Peyrac et tous ceux que m’on fait aimer la chanson française. Je me perdrai certains soirs dans le paradis de la musique brésilienne : Eliane Elias, Astrud Gilbert, Gal Costa, Elis Regina, Bia, Bebel Gilberto, Maria Creuza, Nara Leão, Jobim, Vinicius, Buarque, Toquinho, Djavan … Il y aura des moments où je vous parlerai d'une des chansons de ceux que j'affectionne. Donovan, Leonard Cohen, The Doors, Tracy Chapman, The Scorpions, Dylan, Lennon ou McCartney (avec ou sans les Beatles), ou de voix d'or comme Sarah Brightman, Ana Torroja, ou Teresa Salgueiro. Puis, parfois, je me promènerai sans but précis entre Piazzolla et Lluis Llach, de Mayte Martin à Gigliolla Cinquetti ou Paolo Conte, de Chavella Vargas à Souad Massi en passant par Gabriel Yacoub. Parce que la musique n’a aucune frontière. La musique ne connait que des sensibilités. Des sonorités. Des larmes ou des sourires. Je vous déposerai ici l'une ou l'autre de mes photos. Les moins ratées. Je vous laisserai un peu de poésie. Des poètes portugais. Que j'aime. Infiniment. Et puis tous les autres dont les textes me touchent. Je ne vous parlerai que des gens que j’aime. Et puis un peu de moi. Si peu. Et puis, si j'ai le temps. Seulement si j'ai le temps, je vous parlerai d'autres choses. Plus intimes.
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