Archive pour la catégorie ‘PORTUGAL - Casa Pia de Lisboa’

230ème anniversaire de la Casa Pia de Lisboa

Samedi 3 juillet 2010

J’avoue que je ne compte plus les années qui me séparent de l’institution où j’ai grandi et de laquelle, je vous l’avoue très franchement, je sens quelquefois une certaine nostalgie, même si mes souvenirs se diluent dans le temps qui passe.

Aujourd’hui, l’institution porte le même nom mais tout est si différent. Jusqu’au logo. Je me demande souvent, si je retournais, trente ans après, visiter les lieux où j’ai brûlé mon enfance, cela me rendrait heureux ou pas. Franchement j’en doute.

Je me promène dans Facebook, où une communauté importante est en train de se former, je regarde des visages, des noms, des dates et je me dis que le temps a effacé la mémoire des choses, si lointaines et si éparses.  Et pourtant, certains soirs encore…

[Images : Facebook Carlos Correia]

A Casa Pia de Lisboa faz 229 anos

Vendredi 3 juillet 2009

[version française]

 

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[Imagem: escultor Helder Batista
in Mémórias de um casapiano, Augusto Poiares
Jornal "O Casapiano"]

 

Quase trinta anos que voltei as costas àquela que o escritor e político, Latino Coelho chamava a Universidade Plebeia.  Quase trinta anos que, todos os anos, a nostalgia de um tempo ido, me traz sempre o mesmo nó à garganta.

Guardo da minha infância planícies de solidão e ausências de afectos, próprias àqueles que conheceram uma infância vivida na ausência dos pais

Contudo, a estas imagens veio, com o tempo, misturar-se o orgulho ter pertencido a uma das mais nobres escolas do país. Foi là que aprendi os valores de solidariedade, de tolerância e de respeito da diferença, que ainda hoje guiam a minha conduta. Uma escola onde a fraternidade não era uma palavra morta.

E mesmo se a vida sempre me levou para horizontes longinquos e nunca tenha participado nem a encontros nem a jantares de ex-alunos, não é menos verdade que longe da vista mas pertinho do coração que bate sempre com mais força, cada vez que oiço o nome daquela que me preparou para a vida.

E logo me surgem imagens da infância. Com a mesma brutalidade que a fúria do mar, nas manhãs de inverno…

Recentemente, e após um tão mediático caso de pedofilia, a Casa Pia de Lisboa, conheceu um período assaz difícil que foi (e continua a sê-lo) tratado, na sua grande maioria,  com a estupidez própria ao sensasionalismo jornalístico. Muito foi dito. Por muitos. Com a frequência própria aos ignorants que mais não procuram que ouvir o estalar do chicote das suas própias palavras sem, no entanto, se preocuparem, de facto, com a verdade.

A sua boa consciencia jornalística esquece que a pedofilia não é um fenómeno ligado às instituições, mas sim à sociedade à qual, de resto, eles também partencem. A maior parte desses jornalistas, ignora que a Casa Pia de Lisboa é bem mais do que uma mera instituição fechada entre quatro muros de cimento. Antes pelo contrário, a Casa Pia sempre foi uma instituição aberta ao mundo.

A Casa Pia são milhões de homens e mulheres. Pais, avós, filhos e netos, espalhados pelo mundo. A Casa Pia sou eu, é outro.  Aquele que não conheço, mas que é irmão da minha infância.
É esta certeza de nos reconhecermos e de falarmos as mesmas palavras, chorarmos as mesmas lágrimas e rirmos as mesmas gargalhadas, mesmo quando alguns anos separam a nossa passagem pela instituição.

E estou convicto que como eu, tantos irmãos da minha infância sofrem em silêncio tanta estupidez, fruto de um sensacionalismo estéril onde abundam rios de palavras, inúteis e gratuitas. 

Hoje, a Casa Pia de Lisboa comemora os seus 229 anos de existência.

Revejo-me uma vez mais. Como todos os anos e já lá vão praticamente trinta anos. Penso à tantos outros, irmãos da minha infância. Companheiros de recreio. Amigos de viagem. Que lhes terá reservado o tempo passado na selva da existência?

Penso e rejevo imagens longinquas e esboço um sorriso.

Todas as minhas recordações de infância nascem e morrem na Casa Pia de Lisboa. Todos os meus primeiros sonhos de vida nasceram na Casa Pia de Lisboa.  O homem que hoje sou nasceu na Casa Pia de Lisboa. E onde me encontre a Casa Pia está sempre no meu coração.  E sinto orgulho nisso.

Que a festa seja bela.

 

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As ideias que presidiram à fundação da Casa Pia

O período do Castelo de S. Jorge

O período do Desterro

Dos Jerónimos ao «Estado Novo»

Do Casa Pia ao Casa Pia

 

La Casa Pia de Lisbonne fête ses 229 ans

Vendredi 3 juillet 2009

[Version portugaise]

 

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[Image : Sculpteur Helder Naptista
in Mémórias de um Casapiano
Jornal "O Casapiano"]

 

Voilà trente ans que j’ai tourné le dos à celle que l’écrivain et homme politique Latino Coelho appelait l’Université de la Plèbe.  Voilà trente ans que chaque année la nostalgie me prend à la gorge.

Je ne garde de mon enfance que des images de grande solitude et de manque affectif propres à une enfance vécue en l’absence des parents.

À ces images est venue se mélanger, avec le temps, la fierté d’avoir appartenu à une des plus nobles écoles du pays. Une école où j’ai appris les vraies valeurs de la solidarité, de la tolérance et de la différence qui aujourd’hui encore guident mon existence. Une école où la fraternité n’était pas un vain mot.

S’il est vrai que la vie m’a toujours conduit ailleurs et que je n’ai jamais participé ni à des rencontres ni à des diners d’ex-élèves, il n’est pas moins vrai que loin des yeux près de mon cœur qui bat un peu plus fort chaque fois que j’entends son nom.

Et des images de mon enfance me reviennent. Avec la brutalité de la mer en furie, les matins d’hiver…

Récemment, et suite à une affaire très médiatisée de pédophilie, la Casa Pia de Lisbonne a traversé une période terrible qui a été (et est toujours) étalée avec la bêtise propre au sensationnalisme journalistique. Beaucoup a été dit. Partout. Souvent par des gens ignorants et qui ne cherchent qu’à écouter le fouet de leurs propres mots sans se soucier de la vérité.

Leur bonne conscience journalistique leur fait oublier que la pédophilie n’est pas un phénomène lié aux institutions, mais à la société à laquelle d’ailleurs ils appartiennent. La plupart de ces journalistes ignorent que la Casa Pia est bien plus qu’une institution enfermée entre quatre murs de ciment. Bien au contraire, elle est une institution bien ouverte sur le monde.

La Casa Pia, ce sont des millions d’hommes et de femmes de par le monde. Pères, grands-pères, fils et petits-fils.  La Casa Pia, c’est moi, c’est celui plus loin. Celui que je ne connais pas mais qui est frère de mon enfance.

C’est cette certitude de se reconnaître en parlant les mêmes mots, les mêmes larmes et les mêmes rires, même si nous sommes passés par l’institution à quelques années d’intervalle.

Et je suis convaincu que tout comme moi, tant de frères de mon enfance souffrent silencieux face à tant de bêtise, fruit d’un sensationnalisme puéril, fait d’une rivière de mots inutiles et gratuits.

Aujourd’hui, la Casa Pia de Lisbonne connait ses 229 années d’existence.

Je repense une fois encore à moi. Comme depuis trente ans. Je pense à tant d’autres, frères d’enfance.  Compagnons de jeux à l’heure de la recré. Amis de voyage.  Que sont-ils devenus dans la jungle de l’existence?

Je pense et je revois des images lointaines et il me vient un sourire.Tous mes souvenirs d’enfance naissent et se taisent  à la Casa Pia de Lisbonne.  L’homme que je suis devenu est né à la Casa Pia de Lisbonne. Et peu importe où je me trouve, elle est toujours dans mon cœur. Et j’en suis fier.

Que la fête soit belle.

 

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Les idées qui ont présidé à la fondation de la Casa Pia

La période du Château de Saint Jorge

La période du Couvent du Desterro

Des Jerónimos à l’« État Nouveau »

De la Casa Pia au Casa Pia

 

 

Da Casa Pia ao Casa Pia

Dimanche 6 juillet 2008

[Version française]

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É no decorrer da administração de Francisco Simões Margiochi, que os alunos da Casa Pia de Lisboa vão desempenhar um importante papel na divuldação de um jogo que, viria a transformar-se no verdadeiro « desporto-rei » dos portugueses. O futebol.

Desde que fôra introduzido em Portugal, en 1888, pelos irmãos Pinto Basto, o futebol conquistara rapidamente o interesse dos desportistas que, sempre que possível, promoviam apresentações públicas em Lisboa, no Campo Pequeno e no Restelo.

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Bruno José do Carmo  e Januário Barreto

Decorria o ano de 1893 quando os alunos Bruno do Carmo e Januário Barreto levaram para a Casa Pia de Lisboa o “jogo da bola” a que os seus companheiros depressa se passaram a dedicar com grande entusiasmo. Organizavam-se jogos entre grupos de alunos.

Volvidos pouco mais de seis meses, a equipa da Casa Pia de Lisboa, estreou-se, no campo das Salésias, em Lisboa, no dia 16 de Fevreiro de 1894, em jogo contra o Grupo Académico de Futebol, formado por alunos da Escola Politécnica. A partida terminou empatada sem golos. Mais tarde, a 3 de Março, a Casa Pia venceria o Grupo Académico de Futebol por 1-0.

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Estreia da equipa da Casa Pia de Lisboa, no jogo com o Grupo Académico de Futebol.  Em pé da esquerda para a direita: escultor Francisco dos Santos, professore João Pedro, Emilio de Carvalho, pintor Pedro Guedes, escultor José Neto, professor Silvestre da Silva, Dr. Januário Barreto, Dr. Estamislau Nogueira, Dr. António da Cunha Belém, Dr. António Simões Alves, engenheiro Craveiro Lopes, engenheiro Assunção, João Lourenco Marques, N. N., o pintor Falcão Trigoso e o arquitecto António Couto; Ao meio: Ernesto  Camacho; Sentados: Aragão e Brito, Mascará, Dr. Joao Simões Alves, coronel Bruno do Carmo, Tavares da Silva, Dr. Mário Costa, Kebe e coronel José Ferreira da Silva.

Quatro anos depois, os representantes da Casa Pia de Lisboa conseguem o seu feito maior ao levarem de vencida a, até então invencível, poderosa equipa des «mestres ingleses» do Carcavelos Clube, por 2-0, em 22 de Janeiro de 1898.

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Da esquerda para a direita, de pé : João Cambraia, António Couto, Emilio de Carvalho, Raul Carapine, Silvestre da Silva, Dr. Januário Barreto, José Neto, Francisco dos Santos; Sentados: João Pedro, Pedro Guedes (capitão) e Bruno do Carmo.

A revista desportiva «Tiro Civil» escreveria: «Realizou-se no dia de São Vicente uma partida de futebol entre o team de Carcavelos e o grupo da Casa Pia de Lisboa.
O grupo da Casa Pia venceu por 2-0.
No final do jogo ecoam palmas, bonés voam pelos ares e com razão, porque é um grupo completamente portugês, composto por jogadores que se fizeram em Lisboa, devido aos constants treinos e boa vontade de todos os do grupo.
Viva ! Três vezes viva ! pelos valentes rapazes que em tão pouco tempo tanto realizaram
».

Terminada a época de 1898, grande parte dos melhores jogadores da Casa Pia de Lisboa, após a conclusão dos seus cursos, abandonou a Instituição, continuando porém a desempenhar um papel importante no desenvolvimento de futebol português. Assim, após um jogo de futebol, ex-alunos da Real Casa Pia de Lisboa, qui tinham formado a Associação de Bem, em companhia dos irmãos Rosa Rodrigues, conhecidos pelos «Catataus», fundaram na Farmácia Franco um clube só com portugueses.

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Acta escrita por Cosme Damião  que se esquera de juntar o seu nome a lista.

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Escolheram o nome de Grupo Sport Lisboa. As cores do equipamento seriam vermelho e branco, por comunicarem alegria, colorido e vivacidade na luta desportiva. Escolheu-se a divisa: «E Pluribus Unum», como apologia da união e do espírito de família que caracterizava a criação do Clube.

Em 28 de Fevereiro de 1904, surge o Sport Lisboa. Em 1906 é eleito para primeiro presidente o casapiano Dr. Januário Barreto.

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Em 1907, no Campo da Quinta Nova, em Carcavelos, o Sport Lisboa vence por 2-1, os «mestres ingleses» do Carcavelos Club, invencíveis desde 1898, altura em que perderam com a Casa Pia de Lisboa. 

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 Emblema e a primeira equipa do Sport Lisboa e Benfica em 1908

Em 1908 o Sport Lisboa associa-se com o Sport Club Benfica e decidem muda o nome para Sport Lisboa e Benfica. Especialmente vocacionado para o futebol, mantém a estrutura futebolística do Sport Lisboa, assumindo-se como uma continuação deste.

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Em 14 de Junho de 1920, um grupo de ex-alunos da casa Pia de Lisboa reuniu-se para fundar um clube desportivo, resolvendo denominá-lo Casa Pia Atlético Clube, pelo mesmo ser constituído unicamente por ex-alunos da Casa Pia de Lisboa. Dos 18 elementos que subscreveram o documento de Fundação, destacam-se asassinaturas dos ilustres Jornalistas, Cândido de Oliveira e Ricardo Ornelas, de Mário da Silva Marques, que haveria de ser o primeiro nadador Olímpico Português nos jogos de Paris em 1924, António Pinho que fez parte da 1ª Selecção Nacional de Futebol ( 12 vezes internacional), e do Escritor e Historiador David Ferreira (pai do também Escritor e Poeta David Mourão Ferreira). Para Presidente escolheram Alfredo Soares, antigo aluno, Professor e mais tarde Director da Casa Pia de Lisboa (1922) e Primeiro Presidente da Liga Portuguesa de Natação (1921)

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Da esquerda para a direita, de pé: José António de Almeida, José Gomes dos Santos, Ângelo de Araújo, Cândido de Oliveira (cap.), António Pinho e Alberto Nunes; assis: José Maria Gralha, António Augusto Lopes, Silvestre Rosmaninho, Alberto Loureiro e Álvaro Gralha.

O futebol é a principal modalidade do Clube, por tradição, e devido ao facto de os casapianos terem contribuído de forma activa e decisiva na sua implantação em Portugal.

Uma parte dos jogadores casapianos que estavam a jogar no Sport Lisboa e Benfica ingressarem no Casa Pia Atlético Clube

No jogo particular de apresentação, a 3 de Outubro de 1920, o Casa Pia vence o Benfica por 2-1. 

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Álvaro Gralha

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Cândido de Oliveira e  António Lopes

Na época de 1920-1921, ano da sua fundação, o Casa Pia venceu sem derrotas os principais campeonatos : Distrital de Lisboa e Taça Associação. Um feito nunca igualado pelos três «grandes» de Lisboa, Benfica, Sporting e Belenenses.

Neste mesmo ano, vence também o campeão do Norte, o Futebol Clube do Porto por 2-0, conquistando a Taça 27 de Julho. No entender do jornalista Ricardo Ornelas, este jogo «poderia corresponder a uma final do Campeonato de Portugal começado na época seguinte…». No Porto os “gansos” continuavam a exibir o seu bom futebol, cativando assistências, disputando um segundo jogo com o Leixões que foi também derrotado por 2-0.

Com cerca de um ano e meio de existência já o Casa Pia tinha efectuado três torneios no estrangeiro. Em Paris, em San Sebastian e em Sevilha.

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Revista Footbal, 25 de Dezembro de 1920 – Portugueses no estrangeiro
Os jogadores do Casa Pia Atlético Club, que hoje, em Paris, tomam parte no torneio internacional organizado pelo Club Francês

A equipa casapiana foi a primeira equipa Portuguesa a jogar em Paris, actuando no Estádio Pershing, no Torneio Internacional daquela cidade. O jogo de estreia foi efectuado no dia de Natal de 1920, frente ao campeão de França, Cercle Athletic de Paris que venceu por 2-1, sendo o golo casapiano marcado pelo capitão Cândido de Oliveira e Ricardo Ornelas (seriam responsáveis pelo aparecimento da selecção nacional). 

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Equipa campeã de Lisboa 1920-21 – Da esquerda para a direita, de pé: José António de Almeida, Clemente Guerra, Cândido dos reis, António Pinho, Gomes dos Santos e Alberto Nunes. Sentados: José Maria Gralha, Antánio Lopes, Silvestre Romaninho, Alberto Loureiro e Alvaro Gralha. 

O Casa Pia foi também a primeira equipa do Continente a deslocar-se aos Açores. Fê-lo de forma graciosa, tendo o convite partido do Fayal Sport Clube, para a disputa de 3 jogos a favor das vítimas do sismo ocorrido em 1922 naquele arquipélago.

Em 13 de Outubro de 1921, o Casa Pia, foi convidado para a inauguração do Campo de Sevilha, F.C., tendo perdido por 3-0.

Em 13 de Novembro de 1921, o Casa Pia inaugurou o campo do Vitória F.C. (Setúbal). 

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Da esquerda para a direira: Jorge Vieira, José Maria Gralha, António Augusto Lopes, António Pinho; António Ribeiro dos Reis, Raul Nunes, Cândido de Oliveira (cap.), Artur Augusto, Vítor Gonçalves, João Francisco, Carlos Guimarães e Alberto Augusto.

Em 17 de Dezembro de 1921, uma parte dos jogadores do Casa pia foram chamados à primeira Selecção Nacional para defrontaram a Espanha.  Portugal perdeu por 3-1.

O Casa Pia, de 1920 a 1924 apresentou como recinto oficial de jogos o Campo das Laranjeiras. Em 21 de Dezembro de 1924, com a presença do Presidente da Republica, Manuel Teixeira Gomes inaugura o Campo do Restelo, primeiro parque de jogos do Casa Pia Atlético Clube, sito onde hoje está o Bairro com o mesmo nome.

Em 6 de Dezembro de 1925, perante 15 mil espectadores, o Casa Pia inaugurou o Estádio das Amoreiras, propriedade do Sport Lisboa Benfica, considerado na época o melhor Estádio da Península. O Casa Pia venceu por 3-1.

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Em 1938/39, o Casa Pia participou conjuntamente com as equipas do F.C.Porto, Académico, Barreirense, Benfica, Sporting, Belenense e Académica no I Campeonato Nacional de Futebol, tendo ficado em último lugar.